Saturday, June 17, 2017

Edição de memórias - estojo de lentes

"Pedrinho, chegas aí, por favor, o estojo das lentes à mãe?"
" Qual estojo?"(Maria)
"Este!" (chega o Pedro com o dito)
"Ah! A piscina das pulgas!" (Maria)

17 de junho de 2016

Friday, June 16, 2017

A chegada dos bichinhos


Bicho-da-sedaHá muito tempo que os filhotes pedem um bicho de estimação. Cão, gato, rato, porco,peixe, iguana, uma tartaruga "ao menos"!Temos vindo a dizer peremptoriamente que Não, Impossível, Nem pensar.


Esta semana cedi aos bichos da seda, que, ao que parece, são distribuídos gratuitamente lá na escola. Lá trataram dos preparativos para o acolhimento sozinhos e partiram na segunda-feira de manhã, hiper motivados para a escola, de caixas cheias de entusiasmo por adoptar um animalzinho!

À tarde, ao ir buscá-los, já me tinha arrependido amargamente da decisão, principalmente ao constatar que eles faziam festinhas no dorso do que para mim não passavam de lesmas repugnantes e que a Mary até beijava o insecto obreiro, comigo a suspirar, pensando que talvez, apenas talvez ainda viesse a lucrar alguma coisa se o tipo - de facto- produzisse alguma seda, tecido ainda hoje valioso e procurado!(Esperança!)

Ainda tive que encostar o carro, debaixo de trinta e nove graus de sol na testa, (desespero!) para os meninos irem colher folhas de cerdeiro, alegadamente, folhinhas da sua preferência, parece que é um vegan selectivo!
Neste momento, eu a suar as estopinhas, a maldizer filhos e lagartas e por que raio não as deixamos já aí penduradas na sombrinha da cerejeira, ai que felizes que as bichinhas iam ser!!!, não há bicho que não prefira uma árvore a uma caixa de papel e ainda por cima tereis de cá vir colher folhinhas todos os dias...
"Não faz, mal, não faz mal, a gente vem!"
 (Tentativa gorada de manipulação emocional!)

(Estão aqui estão a pôr-lhe uma coleira com guiso e a trazê-la à rua para fazer xi-xi! Pânico, ocorre-me que o bicho deve fazer caganitas na caixa e decido logo ali que para dentro de casa não entram, hão-de viver na varanda até estorricar com o sol, o que, a avaliar pelos últimos dias não deve ser um processo demorado, portanto, esperança, esta aventura deve ser lancinantemente rápida, aguenta, mãe e sorri)

Chegados a casa, varanda com os quatro, eu a pensar que aquilo vai cheirar mal e deixar ovinhos por todo o lado (Nojinho!) eles contentes, a acomodarem-nos, a falarem com eles e a inventarem-lhes nomes.
O do Pedro foi, a meu ver, brilhantemente, baptizado de Corta-Relvas!
O da Maria, porque anda numa fase de picardia desafiante com o pai, Benfica!

O pai vaticinou, de imediato, que não havia lugar para o Benfica cá em casa.
Rimo-nos todos e a Maria choramingou.

De madrugada, caíram umas gotas gordas de chuva e eu sonhei que, com a água, as minhocas cresciam para o tamanho de dinossauros e começavam a entrar pela casa dentro a largar visco! (Pânico) Acordei em pleno alívio, com a voz maternal da Maria a falar com o Benfica pequenino!

Tuesday, June 6, 2017

Edição de memórias - O Defesas





2011
"Pai anda, põe-te aí, vamos jogar futebol... anda, tu eras o defesas..."

Saturday, June 3, 2017

De como eles nos colocam no lugar

Hoje estava a ajudar a Maria a fazer umas revisões de Estudo do Meio. 
Fiz uma cevada e pousei-a em cima da secretária pequenina dela, enquanto trabalhávamos. A dada altura derrubei a caneca e fiquei furiosa com aquilo - limpar mesa, desviá-la, limpar parede, chão, tomada de electricidade, enfim, um incómodo.
Fui escorrer o pano várias vezes, praguejando, e, quando regressei para retomar o estudo disse-lhe qualquer coisa do género:
"Vamos lá, minha menina, venha lá continuar a ficha!"
Ela não gostou nada da minha irritabilidade (da qual eu não estava a ter consciência) e chamou-me a atenção para o facto de estar a tratá-la na 3a pessoa (claro que não mo disse por estas exactas palavras, mas já não é a primeira vez que se zanga com este aspecto).
Dei-lhe razão, pedi desculpa. Ela não tinha tido culpa nenhuma do acidente e não merecia a agressividade do trato. Tão simples quanto isto. "Venha Maria" em vez de "anda filha" e a minha pequena a percepcionar a injustiça. Obrigada Mary, a mãe não estava a ter consciência do erro.